
Ah!por que este rancho anda tão triste?<br>e esta vidinha vai tão atoa!<br>só mesmo o pensamento ganha asas<br>e pra lá do horizonte a gente voa.<br><br>É na hora do amargo que o olhar se perde<br>que se pastoreia antigos momentos<br>onde a alma se veste de recordações<br>e serve de abrigo pra os sentimentos.<br><br>um quero-quero quebra o silêncio<br>anunciando quem nunca vai vir<br>e o coração despara batendo cascos<br>me mostra a estrada querendo partir...<br><br>a três pêlos me olha com espanto<br>que até parece estar com pena de mim<br>não sabe ela que a solidão machuca<br>e estas horas se tornam sem fim.<br><br>pra quem sempre teve vida estradeira<br>hoje só anda pelas trilhas do passado<br>quando "jerveia" nestes fins de tarde<br>com as lembranças a matear no seu costado.<br><br>ah!por que este rancho anda tão triste?<br>e essa vidinha da gente tão pequena<br>eu só sei que é grande a saudade<br>a saudade que eu sinto da morena.