Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Lamento de um Rio

Júlio Saldanha · Edição Especial

Capa de Edição Especial
Júlio Saldanha

Lamento de um Rio

Edição Especial
Nasci quando nasceu a vida Meu rumo eu mesmo tracei Pra frente, sempre andei Tranquilo como um ginete Eu vi nascer o alegrete Lhe ajudei a levantar Por que agora eles querem Aos poucos me derrubar? Sou um rio de muitos poetas Que cresceu sem ter ninguém Hoje eu preciso de alguém Que me ajude a caminhar Dou água, não sei cobrar Faço brotar a semente Lembrem que eu estou vivo Não só quando estou de enchente Sou remanso, correnteza Tenho o peixe e o amarilho Me adota como teu filho Me olha com o coração Preciso seguir andando Levando a vida comigo Não mereço esse castigo Carregando a poluição Um homem por mais homem Vendo a morte se apavora Não quero ir-me embora Morrendo a cada manhã Estou triste e solitário Como grito do tarrã Escutem este lamento Eu sou o ibirapuitã
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