Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Desgraceira

Bando Gaúcho · Puro Sangue

Capa de Puro Sangue
Bando Gaúcho

Desgraceira

Puro Sangue
Me enfurnei no galpão, mas louco de invocado Porque tinham me roubado, o gateado da estima De resto ainda por cima, levaram meu doze braças E prá aumentar a desgraça, quebrei os pratos com a china A minha roça de milho, cheia de espiga novita Me bateram as caturritas, e esculhambaram a metade Prá completar a maldade, aquele zebu aspudo Tu vê, com cangalha e tudo, comeu as couve à vontade Mas sou feito de tutano, tenho sangue castelhano E não me entrego assim no más Prá acabar com a desgraceira, brigo até virar caveira No quintal do satanás As bota couro de bufo, o zorro roeu o cano Meu chapéu republicano, se foi numa ventania Deus do céu, que judiaria, xerenguinha tetéia Que eu ganhei do porca-véia, perdi numa pescaria Açude rompeu a taipa, me alagou um eito de campo Um temporal com relampo, esparramou a criação E por falar em azarão, o meu cusquinho pitôco Me estranhou, ficou bem louco, e se botou nos meus garrão
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