Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Alma de Sanga, Sonho de Rio

Jader Duarte · Escritos do Tempo

Capa de Escritos do Tempo
Jader Duarte

Alma de Sanga, Sonho de Rio

Escritos do Tempo · 2018
E foi bem assim que o tempo lhe viu a seguir os seus dias As vezes com alma de sanga, em outros com ela vazia E viu que um homem calado entregue ao seu próprio estio Recente sua alma de sanga a chorar, por seus sonhos de rio... Também foi assim que o campo cruzou seu olhar estendido Mirando um sonho adiante com olhos de sonhos perdidos E olhando pra dentro de si querendo ser rio mais à frente Chorar como nunca se viu porque se perdeu da vertente... Um homem e mais nada foi visto Nem sanga, nem sonhos nem rio Apenas mais um entre tantos perdido... Em seu próprio vazio... Talvez um dia seus sonhos depois de muitas andanças Encontrem lugar pra ficar num tempo de nova esperança E a alma de sanga que leva sonhando em ser rio novamente Não chore por algo perdido mas cante, a alegria presente E o tempo não vai mais lhe ver seguindo esses dias a esmo Com jeito de quem se procura, sem nunca encontrar a si mesmo O campo não vai mais cruzar dois olhos de alguém em estio Tampouco uma sanga chorando, por nunca chegar a ser rio Um homem com brilho nos olhos Verá quem passar bem de perto Com o peito repleto de sonhos E os sonhos singrando libertos Letra: Ezequiel da Rosa Musica: Jader Duarte Violões e contrabaixo: Maurício Lopes Acordeon: Jackson Fabrício
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