Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Na Hora do Mate

Jorge Freitas · 30 Anos de Coxilha Nativista

Capa de 30 Anos de Coxilha Nativista
Jorge Freitas

Na Hora do Mate

30 Anos de Coxilha Nativista · 2010
Cansado de estrada e da vida cigana Que a sorte mundana reservou pra mim, Juntei uns trocados da lida tirana E ergui o meu rancho, de barro e capim; E é onde me sento, já de mate feito, Pois, pra ser perfeito, tem que ser assim, Pra aquecer a alma no sol que ainda arde E olhar a tarde tranqueando pra o fim. Refrão Na hora do mate, refaço caminhos Que o tempo daninho teima em apagar; E, ao sabor do mate, repasso lembranças, Renovo esperanças pra, de novo, andar! E, quem sabe, um dia, nesse beijo amargo, A morte, “a lo largo”, me encontre a matear E eu vire uma estrela que, no céu, se estampa Para olhar a pampa’a dormir e sonhar? Elevo, em silêncio, em meio à quietude, A prece dos rudes ao patrão dos pais; Pra quem tem um pingo, um rancho e saúde, Nem é atitude querer muito mais; Mas peço que, um dia, meu rancho se cubra De uma luz tão rubra quanto o sol que vai, E o amor se faça, num colo moreno, De suor e sereno da noite que cai. Refrão (bis) ...
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