Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Investida

Floreio Nativo · Investida

Capa de Investida
Floreio Nativo

Investida

Investida · 2010
(Letra e Música: Felipe Silveira) A tropa amarga a boca lambendo sal no rodeio De repente, um berro grosso vi brotar de um boi matreiro A cuscada se alvorota, pressentindo o boi no chão O laço é um tiro certeiro no meio da imensidão Chega outro no costado, passa a cola no entrepernas O boi forceja e bufa forte, chega "inté" de me dar pena Esperneia e tenta a luta, mirando as aspas pra o norte A peleia tá firmada pra vencer quem for mais forte Meu gateado, que é campeiro, sabe onde aperta a cincha Não afrouxa nenhum tento, conhece bem do serviço O boi, já quase sem força, num olhar já de vencido Senta a cola no chão do campo onde foi parido O boi, já quase sem força, no campo onde foi parido Toda vez que me enforquilho pra mais um dia de lida É uma liturgia sagrada que o campeiro não se olvida Tem, firmado em seu ofício, compromisso campesino Campanudo nos arreios que amadrinham seu destino Volto às casa' ao tranco largo no compasso do gateado Desato as garra' e as espora', estendo as xergas no aramado Me agrada um mate bem cevado na silhueta do galpão A investida foi terrunha, tá cumprida a obrigação Meu gateado, que é campeiro, sabe onde aperta a cincha...
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