Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Primavera Pampeana

Miro Saldanha · O Rastro e a Poeira

Capa de O Rastro e a Poeira
Miro Saldanha

Primavera Pampeana

O Rastro e a Poeira · 2009
Se é inverno, morena, neste pago santo, Geada com seu manto cobre o pastiçal; A manhã debruça no campo tordilho; Faz lembrar o brilho de um cartão postal. Quando chega agosto, cara de vingança, E o minuano lança folhas pelo ar, Me abrigo no rancho; e teu colo moreno Faz o frio ameno, no calor de um lar. Mas se é primavera, se renova a luta E esta lida bruta ganha outro sabor; A vida se banha nas águas do açude E o amor dos rudes vem nascer na flor. REFRÃO Morena, quando esta Pampa Já não ouvir meu cantar, Beirando o rio é onde eu quero morar! E, quando o sol de setembro Tocar minh'alma de piá, Vou renascer no canto de um sabiá! E lá vem setembro, na curva da estrada, E a nova florada vem rasgando o chão; A flor da amoreira quer que a vida adoce E um sabiá, precoce, fala de verão. Quando o sol nascente mostra sua figura Na simples moldura tosca de um portal, A Pampa se enfeita pra uma nova etapa Neste fim de mapa, meu torrão natal. O beijo da amada, o gosto da pitanga... O olhar da sanga mostra o céu azul; O gado dá cria e o rebanho expande No grande Rio Grande que só tem no Sul. REFRÃO (bis)
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