Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Cheiro de Galpão

Clóvis Mendes · Balseiros do Rio Uruguai

Capa de Balseiros do Rio Uruguai
Clóvis Mendes

Cheiro de Galpão

Balseiros do Rio Uruguai · 2009
(Com este tranco dos monarcas, Vamos levando esse cheiro de galpão Por este Brasil afora) Esta vaneira tem um cheiro de galpão Que reacende o meu olfato de guri É pau-de-fogo da memória dos fogões Essência bugra que me trouxe até aqui Essa vaneira tem um cheiro chimarrão De seiva xucra derramada no braseiro Quando a fumaça do angico se mistura Com um odor de figueirilha no palheiro Esta vaneira tem um quê de quero mais Que reativa um paladar que já foi meu Relembra a rapa da panela que furou E no cantinho da memória se perdeu Esta vaneira tem sabor de araçá Jabuticaba, guabiroba, ariticum Por isso lembro o tempo bueno de piá Enlambuzado de pitanga e guabiju Esta vaneira tem um dom de reviver Fazer as cores que o tempo desbotou Sentir as formas que o tato esqueceu E ser de novo o que eu fui e já não sou Esta vaneira tem um quê de nostalgia Que traz de volta o romantismo do cantor Revigorando um coração que endureceu E não queria mais ouvir falar de amor Esta vaneira tem um quê de quero mais Que reativa um paladar que já foi meu Relembra a rapa da panela que furou E no cantinho da memória se perdeu Esta vaneira tem sabor de araçá Jabuticaba, guabiroba, ariticum Por isso lembro o tempo bueno de piá Enlambuzado de pitanga e guabiju
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