Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Querência

Bagre Fagundes · De Bota e Bombacha

Capa de De Bota e Bombacha
Bagre Fagundes

Querência

De Bota e Bombacha · 2000
De fronte do galpão grande um cerne de curunilha palanqueador de tropilhas cravado num chão sulino sob a luz de um céu divino o campo que não se entrega Á pata e a peito de água vai ressabiando o destino a várzea se estende longe vista do fundo das casas e um campeiro cria asas repassando a bagualada quem tem olhos de invernada e ânsias crioulas no peito faz o que deve ser feito e o resto ajeita na estrada a fibra desta querência vem das lidas campo afora trazendo pátria na espora e no cantar do fronteiriço mescla de ciência e feitiço timbrada a berro de gado e a bufo de mal-costeado que se amansou no serviço de dia... sol e nuances de noite... romances e lua nesta querência xirua cada vez mais entonada apartes, tombos, bolcadas pealos, rodeios, carreiras e um sotaque de fronteira pa hablar de una gineteada um paraíso é quem ronda, de copa mansa e serena. a velha estância torena postal de pampa e coxilha jasmineiros, maçanilha enchendo o pago de flores e pra entreter dissabores fumo bueno e figuerilha rincão de gente gaúcha vida, terra e liberdade quem se vai, sente saudade quem volta bendiz a deus o mundo é feito de adeus te apeie e chegue pra diante... quem busca um sonho distante acha bem perto dos seus.
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