Música e letra

Das Coisas Simples da Gente

Por Cesar Oliveira e Rogério Melo, do álbum Das Coisas Simples da Gente.

2002
Versão completa
Letra

Das Coisas Simples da Gente

Uma gaita de botão um candeeiro enfumaçado Um bailezito ajeitado num ranchito de torrão Onde a própria evolução se apeia de madrugada Matando a sede na aguada da mais pura tradição Um rangido de basteira cantiga de correr boi Num tempo que não se foi pois tem alma de fronteira A velha pampa campeira de repente se agiganta Quando um índio abre a garganta numa marca galponeira São coisas simples que falo do jeito da minha gente Que levanta o continente antes do canto do galo Bebe apojo do gargalo da noite negra chirua Trança tentos ronda luas e faz pátria de a cavalo Um aparte campo a fora de salta grama pra cima E um ovelheiro da estima troteando abaixo da espora Uma guitarra que chora numa coplita sentida Misturando vida e lida com a fé em nossa senhora Um buenas bem macanudo num saludo de fronteira Um êra êra tropeiro um sovéu dos cabeludo Um pingaço topetudo pra um domingo de carreira E uma chinoca faceira bonita acima de tudo